Mostrando postagens com marcador Poesias e Reflexões de caminhantes da Arteterapia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias e Reflexões de caminhantes da Arteterapia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Texto da Letra - Por Roselaine Funari

Em um Encontro de Escrita Criativa


O Texto da Letra

Hoje estou letra.

E estar uma letra é quase minúsculo.

Já circulei por dicionários, sopas de letrinhas, placas de rua... Dia desses, congelei entre rótulos de produtos industrializados.

Estou assim, artigo simples, no singular.

Lhes digo que estar letra é silencioso, feito concha que guarda seu íntimo e ao encostá-la no ouvido descobrimos sua força.

Pensei em me aproximar de algumas palavras, mas minha presença seria um erro mais que ortográfico.

Então sigo letra.

Outro dia, cruzei com uma palavra monossílaba e apreciei aquilo que duas letras representam juntas. Me disseram ter o poder da cura.

Imaginem duas letras, apenas, com esta missão tão preciosa. Talvez o mistério seja aquele acento enturmado em cima do "e". Mas a verdade é que passo por tantas palavras juntas, que formam verdadeiros textos e me pergunto se sou apenas um artigo de ligação das coisas que não são minhas. Ligo orações, ideias, desejos, conquistas, sujeito composto...

Não creio Deus ter gasto sua tinta, pra me fazer letra sem uma palavra que me dê significado. Talvez eu tenha sido banida por alguma moderna lei ortográfica. Mas nem me avisaram!

Falta diálogo até entre palavras.

Talvez deva procurar os analfabetos. Talvez eu não sirva pra ser escrita.

Tu conheces a minha palavra? Viste por aí, dobrar alguma esquina?

Tenho receio que ela esteja perdida.

Se a vir, diga-lhe que estou viva, mas que moro numa página sem número.

Estou letra, ainda, e sei que a borracha chega pra todos e assim, artigo simples, não lhe darei trabalho ao apagar-me.

Grudarei em seus poros, louca pra virar farelo. Caído sobre a mesa.

À espera do sopro.

Roselaine Funari

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Renascer - Por Liliana Feoli

Renascer

Eu sinto que depois de mexer na argila minha vida não é mais mesma.

O barro mexe com as minhas emoções e eu tenho a necessidade de me movimentar. Eu sinto uma certa vontade de voltar para dentro da terra, de ficar bem quietinha ali, isolada e ao mesmo tempo protegida.

Mas depois de processar este turbilhão de emoções, eu me sinto mais terra, eu me sinto mais eu, eu sinto que eu resgatei mais um pedacinho de minha alma.

Eu morro e renasço, e neste meu resgate, eu percebo sentimentos e emoções enterradas no meu subsolo.

Tinham permanecido ali, com o desmatamento dos dias, com as ventanias dos meses, com a erosão dos anos.

Eu agradeço ao universo, à argila, à PaTTi, e até a mim mesma. Se não houvesse esta interação, tudo seria somente pessoas e coisas, isoladas, sem nenhum processo e sem nenhum progresso.

Por Liliana Feoli

Para você, o que é arte? Por Liliana Feoli

A Arte do seu viver!

Para mim, arte é o sol que se transforma em arco-íris;

Solidão que vira poesia;

Animais que fazem toda a diferença;

Alimentos que saciam os mais variados tipos de fome;

Girassóis que embelezam o mundo;

Mães, mulheres, sinônimo de amor;

Olhos que vêem tudo e todos!

Mas o essencial, é a maneira como estes olhos enxergam.

Acredito, que isto sim, seja um dom !

A arte de ver e não julgar; mas usar seus sentimentos.

Pois não foi o que visualizou, mas como você enxergou e principalmente o que significou para você.

Esta é a maior arte de todas as artes, as atitudes que você tem em relação ao que você observa, pois elas irão se transformar em movimento.

Os seus atos construirão a verdadeira obra, pois artistas todos somos. Mas, a maior arte de todas, é como você vê o universo e o que você faz para que ele possa ser preservado.

Isto sim, transformará sua vida, irá resultar na sua “Obra de Arte”, na arte do seu viver!

Por Liliana Feoli

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Meu mundo em espiral - Por Liliana Feoli

Poesia feita em um encontro de recortes em fita Lemniscata


Meu Mundo em Espiral

No centro , está a essência... que foi adiquirida através dos anos, composta de muitos erros, diversos acertos, caminhos percorridos, novos horizontes, conhecimentos, muitas emoções, diferentes percepções e tudo isto, em constantes movimentos.

Se não existissem os movimentos , seria improvável que houvessem as mudanças , seriam impossíveis as satisfações ou até mesmo nem haveriam frustações, seria tudo morno, calmo, sem agitações, mas não haveriam as transformações.

Universo, pessoas, caminhos cruzados, diversas direções, insensatez, sentidos ou falta deles. Alegria, harmonia, beleza , saúde e paz. Sombra, caos, desiquilíbrio, vazio, solidão e guerras.

Sensações multiplas, percepções diversas, tudo e qualquer acontecimento se fazem necessários para dar sentido ao meu mundo. Eu poderia dizer ao teu mundo também e ao nosso mundo!

Pois o verdadeiro sentido da vida, é você quem faz , o seu mundo é de acordo com aquilo que você espera dele.

E ...eu, eu não quero uma vida mais ou menos, eu nunca quis uma vida pronta eu quero meu mundo COLORIDO e quero ele sempre em ESPIRAL!

Por Liliana Feoli